Eu e o galo

galo

Em memória do amigo Gileno que sofre tanto

a ausência de seus galos, 6/2007

O que sou sem o meu galo?

Ou seria galos?

Nos meus 26 anos de casado

sempre houve um vazio feliz:

a ausência de meus galos

Onde vocês estão?

Ainda hoje escuto o seu cantar

e o canto inexistente me silencia a alma

Na manhã fria e inóspita

numa tarde, tarde, quase feliz

fico a pensar:

O que são os meus 26 anos

sem o canto feliz dos meus galos.

Extraído de Poemas da vida urbana – poesia reunida. (no prelo)  de DOUGLAS RODARTE

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