Um café e um peito mexido

Você deve estar achando muito estranho o título deste meu conto. E, de fato o é. O café na  Saraiva estava cheio, lotado – sábado é o pior dia para alguém ir ao Shopping, ainda mais ir à livraria. Não tive escolha. Tive que ir. Fui. Estava com uma vontade louca de ler os meus textos de sempre: Literatura, e muita Psicanálise.

Quase no fim de tarde, entre algumas leituras, peço um café expresso, o de sempre, e um pão de queijo. Devorando Lacan naquela tarde , e não deixando de olhar atentamente uma velhinha que estava à minha esquerda. Que coisa interessante: mal vestida. Se é que existe isso. Por ser aquele tipo de lugar, parecia mal vestida. Ela havia pedido um café e um bolo. Raramente tocava o bolo. Ciscava, às vezes. Na sua mesa havia umas revistas, livros de temas variados, mas ela não largava um livro específico. Não dava para ver qual livro era. Ela estava lendo fixamente. O tempo de sua leitura, era o meu tempo ali desde que cheguei ao café.  Continuar lendo